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domingo, 1 de março de 2015

Anjo ;

Achei que não escreveria mais. Que abandonaria. Talvez até que largasse de transcender sentimentos pra folha de papel. Até que eu vi. Sorriu pra mim com um sorriso tão puro. Os cachos de anjo onde a luz batia a leste. Menino com barba, ou homem com traços jovens? Nome adoravelmente incomum. Leve. Com uma paz no olhar, uma energia diferente. Desconsertar-me-ia em milésimos de segundos, enquanto eu tentava sustentar teu olhar. Um mar de castanho profundo, envolvente. Foi como fumaça que quando percebi, já não via mais nada em volta. Foi como sentir um perfume bom. O breve êxtase, o suspirar, a calma. Quanta calmaria. Diz-me em palavras breves hoje o que sou. Toma-me o tempo; toma-me feito líquido quase caindo das mãos; toma-me por completo. Presente nos devaneios, nos meios, nas entrelinhas, entre um pensar e outro pensar. Faz o coração parecer bater antagonicamente ao relógio. Este, lento. Aquele, como se fosse saltar do peito. Ah, moço de outra cidade, do sorriso fácil. Leva-me contigo. Deixa-me esquecida por um instante no teu peito, feito blusa. Entrega-me os teus dias pra eu cuidar. Sei que agora pareço-te tão fria ao primeiro tocar. Mas deixa-me examinar-te mais de perto. Entrega-me teu coração pra que eu, feito 'esteto', possa me aquecer também. Teu calor emana paz. Teu calor é aconchego. É onde eu quero estar. Onde eu quero chamar de lar. Aqui. Daqui ao céu, ao infinito teu. Daqui ao infinito eu. Eu. Sou tu. E tu, me és? Se não és, deixa-me mostrar que o futuro é tênue. Deixa o teu futuro topar com o meu. Deixa meu destino se confundir com o teu. Deixa não mais saber onde começa-te e onde termino eu. Deixa-me ser, menino anjo. Deixa-me ser contigo. Sejas comigo. Sejas nós. Sejamos nós. Adjuntos. Daqui até onde quiseres me levar. Daqui até onde eu possa estar. És o único lugar onde eu quero estar. Não se vá.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Não posso e nem vou te esperar ;

Vai ver é isso mesmo, né? Você aí. Eu aqui. Vai ver nosso santo não bate ou não é mesmo pra ser. Adianta de quê te ter só na minha memória? Foi só uma vez, acabou. Passou. Ilusão é ainda te manter perto; é achar que uma hora você vai acordar e perceber que eu sempre estive ali. Chega de alimentar sentimentos unilaterais ou tentar esconder as coisas ruins. De estar sempre atenta tramando alguma coisa, tentando me aproveitar até do seu suspiro. Chega de ir sempre e somente onde você está, entende? No fundo de mim, acho que eu não mereço isso. Estar sempre a sua disposição quando você não se esforça para sequer me fazer um favor; quando minha companhia parece ser só um detalhe pra você. Deixo as lágrimas virem e salgarem como tem que ser. É a nossa despedida, ainda que você não saiba disso. Um dia, talvez, você há de saber. Espero que você trilhe seu caminho longe para que eu possa conviver apenas com a sua falta. Porque é a sua presença constante que machuca. O fato de você estar presente e ao mesmo tempo tão longe; longe de mim. Quero ignorar tudo o que eu dia eu achei que fossem sinais. Quero ignorar a companhia que você me fez quando ninguém mais estava lá. Quero ignorar as vezes em que você me abraçou e fechou os olhos. E quando na hora da despedida minha boca esbarrou na berada da tua. Quero esquecer a sonoridade harmoniosa dos nossos risos em meio ao nada. E também tudo o que tínhamos de comum. Porque na somatória, parece que o que prevalece é o quanto somos diferentes, não é mesmo? O quanto, simplesmente, não somos compatíveis. O fato de que agora não dá. Só não dá. Então, pra quê continuar com isso? Chega. Sem mais alimentar sonhos tão longínquos e meramente fúteis, os quais só incluíam você e eu. Não podemos brigar com o que não é pra ser. E nós não somos pra ser. Talvez nem o "nós" tenha existido. Então deixa. Deixa passar. Deixa eu me apegar em outras coisas, ainda que elas me tragam menos felicidade que você. Espero que seja feliz e que sua vida seja cheia de sorte e paz, lá onde eu não estarei. Espero que se lembre de mim. E que um dia, entre um devaneio qualquer, você perceba que o que falta em você sou eu.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Suficientemente suficientes ;

Veja só, menino, vim falar de você. Soubera tu que depois de tanto tempo, fui só agora me pegar tão só. É que só agora notei o quanto estava perdida no olhos teus. É só que meu abraço se encontrou tão pequeno e vazio depois que você se foi... e meu coração agora bate descompassado, coitado, porque antes batia em perfeita sonoridade com o teu. Pobres dos meus cabelos, menino, que sentem tanta falta dos teus afagos. Soubera tu que meus pés procuram os teus todas as manhãs em vão e encontram apenas um ao outro como nos encontramos um dia... Aquele frio dia em que tínhamos apenas um ao outro e que, se podes se lembrar, era tão suficiente. Ah, pequeno... pudera tu largar teu tudo um pouquinho por mim e deixar tua falta com um amargo um pouco mais ameno. Largaria talvez todos os medos em que se apegou, para que assim, talvez, coubesse eu no lado esquerdo da tua cama e do teu peito de novo. E então até mesmo minhas mãos encontrariam outra vez tua barba mal feita e, quem sabe, meu sorriso colaria de vez no teu. Ah, amor... soubera tu a falta que faz a segurança da tua mão em minha cintura e a tua toalha molhada na minha cama. Quisera tu jogar tua roupa e teu tempo pela minha casa mais uma vez e tomar-me o suco e a tarde por completos. Pudera tu declamar mais um Drummond ao pé do meu ouvido e ajudar-me a enxugar a casa molhada de chuva e de lágrimas brigadas com tua ida. Pudera eu ter a audácia de te pedir pra ficar, menino, coisa que nunca fiz. Dissera-te eu as tantas juras que já de manhã não valiam nada. Entreguei-te meus dias e, de tonta, não percebi que junto deles iam pouco a pouco pedaços de mim. Deparei-me por fim sem ti e sem mim. Culpa da minha coragem cega que o susto fez questão de roubar. O susto de te perder, menino. O susto que tu me deste meia semana inteira com a tua ausência tão barulhenta que cantava nas janelas. Tal susto fez-me perceber que nem sentido, nem nós nunca havia existido. Mas que era a única forma que eu sabia viver. E que o medo de não acordar nem de perto assusta tanto quanto o medo de não saber se voltas. Mas se voltas, menino, peço-te que fique. Seja mais uma tarde, ou uma vida; mas fique. Seja para tomar meu suco ou minha cintura; mas fique. E que nós nos tornemos suficientemente suficientes de novo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Experiência de Maturidade ;

Ao som de Bon Jovi acho que seria o melhor jeito de começar. Ainda sobre as experiências amorosas, acho um tanto intrigante o fato de que um dos caras mais maduros que já me envolvi, é também o mais novo. Novo de idade mesmo. Mais novo que eu, inclusive. Acredito que foi uma das experiências mais maduras que tive. Lembro-me que ficava transtornada com os fatos. Numeremos alguns:
1. Eu estava afim de um cara mais novo que eu;
2. Eu estava envolvida como com qualquer outro cara;
3. Ele tinha experiências que muitos dos caras mais velhos que eu conhecia nunca haviam passado perto;
4. Ele era muito maduro;
5. Com tudo isso, ele ainda atendia a muitos, se não todos, os meus pré-requisitos;
Acho que isso já é o suficiente. Mulher tem esse tipo de coisa, né? Pré-requisitos. Acho que tem a ver com o gosto de cada um. Não é algo que seja essencial, mas preferencial. Enfim. Digamos que ficamos juntos por um mês ou um pouco mais que isso. Eramos decididos o suficiente para cogitarmos a hipótese de namorarmos, mas convencidos, também o suficiente, para saber que não queríamos. Nos gostávamos, nos dávamos bem e tinha tudo pra dar certo. Mas acredito que o fato de nos darmos bem demais permitia que fossemos amigos. E talvez fosse isso que não podia se perder. Ele sabia tanto de mim... E eu dele. Éramos como melhores amigos que ficavam de vez em quando. Tirávamos onda um com a cara do outro e ele foi a única pessoa que eu senti que estava comigo o tempo todo. Acordava de manhã e já trocávamos mensagens de bom dia, nem sempre delicadas. Algumas blusas dele passavam dias em minha casa e eu só usava elas. Pra tudo. Quase o dia todo. Dormia com elas algumas noites, mas disso ele nunca soube. Passávamos a manhã no mesmo lugar, almoçávamos juntos, às vezes também escovávamos os dentes juntos (ou ambos no banheiro masculino, ou ambos no feminino). À tarde, ele despistava o que podia para poder ficar alguns minutos comigo. Levava-me água algumas vezes, e eu roubava dele algumas outras. Quando eu tinha que ir, continuávamos a nos falar. Eu ia pra minha aula de inglês e quando saía, em poucos minutos ele já estava lá na porta a minha espera. Ele saía correndo e de bicicleta direto pra me encontrar. Faltava na academia, deixava de ver as aulas no inglês, de estar na casa dele mesmo em dias frios e de comer. E eu deixava de assistir às aulas da noite. Tudo para que ficássemos horas conversando. Muitas das vezes passando frio. Isso inclui quando eu estava com a blusa dele e ele apenas de camiseta. E quando chegava a hora de ir, era como se nada estivesse acontecido. A não ser pelo fato de ele me ligar quando chegava em sua casa, perguntando se eu tinha chego bem e o que estava comendo. E passávamos horas ao telefone a noite. Até irmos dormir. E no outro dia isso se repetia. E aos fins de semana, eu o acordava para alguns compromissos. E dávamos um jeito de nos vermos algumas vezes. E nas outras passávamos o dia todo conversando, fosse por telefone, mensagens, ou internet mesmo. Éramos cúmplices. Ele era o único que sempre sabia onde eu estava, ou como eu estava me sentindo. E eu sabia dos problemas dele. E ele desabafava comigo. E éramos felizes. E ele cuidava de mim, até quando eu não me lembrava por ter tomado aquele porre. Ele cuidava de mim de um jeito que ninguém nunca havia cuidado. E eu permitia, acho que esse era o detalhe. Nunca nos importamos com o que diziam de nós. Que namorávamos, que estávamos errados e todo o resto. Nunca namoramos. E quando perguntavam, apenas ríamos e dizíamos que eramos amigos. Claro que eles sabiam. Claro que nós sabíamos que eramos únicos um pro outro. E é claro que uma hora a sanidade veio e a liberdade falou mais alto. Quando fiquei com outro cara, senti como se tivesse o traído. E quando ele me contou que tinha ficado com outra garota, jurei pra mim mesma que nunca mais o beijaria. Não sei se será verdade. Eu voltei a assistir minhas aulas. E ele voltou pra academia e pro seu aconchegante lar. Era como voltar à rotina. Como se tivesse sido uma história de verão. Continuamos amigos. Conversávamos vez ou outra. Nos distanciamos e a amizade prevaleceu e prevalece. Sinto dizer que lembro daqueles dias frios, mas que saudades não sinto. Sei que foi bom. Sei que foi tudo o que eu precisava naquele momento. E fomos maduros o suficiente pra entendermos que o fim tinha chego, dessa vez sem sofrimentos pra nenhum de nós; e aceitamos isso. Mesmo que ninguém tenha dito que era o fim. Nos dávamos bem demais para apenas entender, não seria preciso dizer. Lembro feliz, mais do que sinto falta. Não sei explicar. Lembro que foi bom. Mas é como se não se encaixasse pra minha vida agora. Mas sempre vou lembrar com muito carinho das vezes em que ele me abraçou a cintura ou pôs o braço em meu ombro em sinal de que estava do meu lado. Sempre vou lembrar do jeito com que ele me esquentava e me fazia rir. Vou me lembrar do roxo decorrido de nossas brincadeiras que permaneceu no meu joelho por semanas. E das madrugadas relutantes ao sono em que passamos tentando ver filmes. E do jeito que ele tinha de me dizer: "Linda, não fique brava!". E vou me lembrar de todas as ligações, e todas as mensagens com muita doçura. Sabendo que o levo comigo pra sempre. Não só como a experiência amorosa mais madura que já tive, mas como um laço que nunca será desfeito.

Novas conclusões ;

Último dia das férias de inverno. Talvez eu nem saiba como começar. Dia invadido por uma felicidade nunca antes provada. Quase conquista pessoal. E acredito que não vem ao caso, a não ser pelo fato de ter me inundado tanto a ponto de precisar escrever. Há uns dias estive pensando sobre experiências amorosas. Conclusões novas sempre chegam. Conclusões do tipo: nunca senti como se estivesse realmente namorando um cara. Sabe, aquela sensação de não se conhecer sem a pessoa, de tudo o que você fosse fazer, precisaria do consentimento do outro, essas coisas. Já namorei, apresentei pra família, gostei demais, sofri. Até quando eu queria ser dependente, parecia que eu ainda era independente demais na relação. Sei lá, gostava da sensação de que o meu mundo não parava e nem mudava por ninguém. Continuava a sair com meus amigos homens, ir dormir na casa das minhas amigas, aceitava xavecos como se não estivesse namorando e etc. Claro que eu tentava essa coisa de dar satisfação, de estar junto a todo o tempo, de, sei lá, essas coisas que você vê todo mundo fazendo. Eu sentia o suficiente pra fazer esse tipo de coisa. Talvez eu até tenha chegado a pensar que não era ninguém sem a outra pessoa. Mas sei lá, quando os relacionamentos acabaram, eu percebi que me conhecia tão bem quanto antes. Quem dirá melhor até. Posso até ter feito um bocado de coisas - nem sempre dignas - para esquecer ou distrair. Mas quanto aquilo que eu era, no fundo eu sempre soube. Mesmo que eu mudasse e me tornasse diferente de tempos em tempos. Pensei até em responder, quando me perguntarem, que nunca namorei antes. Só que para isso precisaria mudar alguns conceitos antes. Os quais não sei se ainda estou pronta para ceder. Enfim, acho que só recorro à escrita em tempos de mudanças, tribulações e quando me sinto inundada e, de alguma forma, preciso me transbordar. Confesso, não acho justo. Mas talvez aceitar os defeitos seja parte do auto-conhecimento. Estou caminhando, mesmo sabendo que talvez nunca chegue. Mas acho o caminho mais importante.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Simplicidade ;

Minha última postagem foi em maio de 2012. Andei pensando em voltar com o blog. Literalmente 2012 foi um ano corrido, maravilhoso sim, mas corrido. Senti falta de postar. Escrevi em papeis, na internet mesmo, mas nada muito digno de vir pra cá. Não que esse lugar seja muito digno. Mas hoje, em especial, achei que merecia uma postagem. A frase inspiradora? "Tudo está bem quando acaba bem." Porque talvez o meio não seja tão importante... É a parte mais interessante, a que justifica o final, a mais proveitosa. Mas tudo bem se ela for dolorida por um bom final, né? A sensação é de que vale a pena. E quem disse que há final? Sinto que a cada final chega um novo começo. De dia, de mês, de ano, de estilo de vida. Acredito que 2012 tenha sido o meio pra justificar o 2013 que seria, então, o final. Final de uma etapa pra mim. Tudo o que vivi em 2012 me serviu de experiência pra saber que caminho trilhar nesse ano. Isso não quer dizer que eu tenha certeza de tudo, muito pelo contrário. Mas acho que me refiro a muitos valores. Princípios que nos apegamos desde crianças e, quando nos questionamos e realmente expomos o que pensamos a respeito, vemos que não vale a pena. Brigar por tudo não vale a pena. Claro que muitas coisas valem a briga, e muitas só se resolvem brigando. Mas nós brigamos pelo que é desnecessário. A falta de tempo consome as pessoas. Brigamos pelo chinelo no lugar errado, por algum objeto que sumiu, por alguém que se exalta, pela chuva, pelo sol, pela mancha na roupa... Enfim. Coisas tão fúteis que não valem a briga, não valem o stress. A verdade é que estamos acostumados com isso. Com o stress, com as brigas. É difícil abrir mão. Mas a paz é tão melhor, não é? Se o chinelo está no lugar errado, coloque no certo. Se o objeto sumiu, procure. E se não achar, na hora certa ele aparecerá. Se alguém se exalta, sorria, acalme. Se chove ou se faz sol, não é algo que você possa alterar, logo, também não vale o stress. A mancha na roupa sai na lavagem. E se não sair, você tem outras roupas. Realmente estou numa "vibe" de que realmente as coisas são simples. Nós quem complicamos. Dinheiro pode te levar pra muitos lugares legais. Mas ele também te destrói. Acho que não é o fato de não ligar pro dinheiro, mas o fato de buscar o necessário. Ninguém precisa de muito. Nós queremos muito. A melhor profissão é aquela que você sonha. A melhor faculdade é aquela que você quer. Se um dia alguém conseguiu, você consegue. E se ninguém ainda conseguiu, você pode ser o primeiro. Não há motivos pra desacreditar. Deus é maior que qualquer religião. Nós todos somos errados e diferentes e vamos todos morrer. A única certeza da vida é que você pode vivê-la agora. Amanhã, talvez. Se existem outras, é além do nosso entendimento. Mais paz, por favor. Mais amor, por favor. Mais paciência, mais tempo disponível, mais momentos de bobeira pra rir. Menos hipocrisia. Mais humildade. Mais cautela ao falar. Mais cuidado ao agir. Mais compromisso com as pessoas. Mais responsabilidade ao pensar. Não é difícil fazer um mundo melhor. Começa-se a fazer um mundo melhor, fazendo nós mesmos pessoas melhores. Buscar o bem, sim, sabendo que iremos cair. E quando cair, levantar! E que 2013 seja assim. Mais simplicidade é tudo de que preciso.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Como o Mar ;

Escrevi seu nome na areia. O mar ousou apagar. São incríveis os efeitos que você tem sobre mim. Seu sorriso me faz sonhar, imaginar um futuro próximo pra nós dois. Um futuro que o mar não poderá apagar. Hoje eu sei de onde tiro forças... Basta lembrar do seu sorriso. Me lembro, sem conseguir numerar, as vezes em que me perdi no mar dos seus olhos... Verdes, profundos, intrigantes, apaixonantes. Me lembro das vezes que que sorri involuntariamente apenas de lembrar do seu sorriso. E também me lembro que ainda há muita luta pra ter você aqui. Mas lembrar da sua voz me faz ter coragem. Coragem pra persistir mesmo quando tudo parece dizer que não; parece afastar você de mim. Pois no fundo algo me diz que vale a pena. Vale a pena lutar e esperar por algo que não fico um dia sem pensar; vale lutar por algo que julgo ser infinito pra nós dois. Infinito como o mar.
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Sim, você me devolveu a inspiração pra escrever; a inspiração que eu não conhecia mais.
"Hoje eu sei, eu te amei no vento de um temporal."